quinta-feira, 27 de junho de 2013

Um raio-x desgraçado de Brasil e Espanha

Por Rafael Mendes (minhas opiniões não são nenhum um pouco imparciais e eu quero que se foda)

Depois de duas semanas de suspense, tudo terminou do jeito que todo mundo esperava. Brasil X Espanha na final com direito a 2 jogos completamente tensos de ambas equipes. A Espanha tem o melhor time mas chega esgotada a final com um dia a menos de descanso e com a carga de 120 minutos de um jogo duro com a Itália (sem contar a pior disputa de pênalti da historia da humanidade em que nenhum dos goleiros pulou na bola direito).
Apesar da Espanha ser o melhor time, ela não necessariamente tem os melhores jogadores, nos próximos brilhantes parágrafos farei um breakdown das duas seleções por jogador (levando em conta as escalações das semi-finais):

Goleiro: Júlio Cesar X Casillas
#brokenheart

Confronto equilibrado, Iker provavelmente tem uma melhor carreira que o glorioso J.C., mas vem sem ritmo de jogo (ficou na reserva do Real por birras com o Special One e jogou apenas 2 jogos no torneio). Júlio fez boa temporada e pegou um pênalti na semi. As seleções estão servidas em baixo das metas.
Vantagem: Julio César

Lateral-direito: Arbeloa X Daniel Alves
Pessoalmente acho um Daniel Alves um grande desgraçado, não sabe cruzar, é marrento e sempre caga na defesa. Se fosse pro meu time eu preferia ter o Arbeloa, mas isso significa apenas que eu sou excêntrico e não que o espanhol seja melhor. Daniel Alves começa a maioria jogadas da seleção e vem tendo atuações razoáveis.
Vantagem: Dani Alves

Zagueiros:Thiago Silva e David Luiz X Sergio Ramos e Piqué
Thiago é provavelmente o melhor zagueiro do mundo, mesmo fazendo a merda que fez contra o Uruguai. Apesar de cheirar muito, gosto do David Luiz. Se o Murtosa fizer o correzinho domingo ninguém passa dele. Sergio Ramos é superestimado e joga melhor na lateral, além disso está cansado, não pelo jogo de hoje e sim pelas 16 orgias que já fez no Brasil. E o Piqué hein? Bom zagueiro e péssimo atacante.
Vantagem: Thiago Silva e Piqué

Lateral-Esquerdo: Jordi x Marcelo


Dificil achar jogador mais babaca que o Marcelo, né? E nosso cantor infantil Jordi cresceu nessa Copa das Confederações, depois de uma temporada pífia com o Barcelona. Eu acho que os dois estão no mesmo nível pra ser honesto,mas odeio gente que fica no muro, então vou fazer a escolha imbecil (que é o que faço quando fico em dúvida).
Vantagem: Marcelo






Volante: Busquets X Luiz Gustavo
O Luiz Gustavo jogou alguma partida até agora? Bem ele tem função mais tática, mas mesmo assim não lembro dele pegando na bola. O Busquets é um grande traquinas e simula faltas com maestria o que ganha minha simpatia.
Vantagem: Busquets

Meias: Xavi X Paulinho
Paulinho é bom, Xavi melhor, Deus é fiel.
Vantagem: Xavier

Iniesta X Hulk
Sério?
Vantagem: Hulk Iniesta

Oscar X David Silva
Gosto do Oscar, mas ele tá fazendo uma Copa das Confederações pífia. Alias aproveito o espaço pra um protesto. PAREM DE FALAR DE QUE OS JOGADORES TÃO CANSADOS E EM FINAL DE TEMPORADA, O CARA SÓ JOGA BOLA ELE PRECISA DE QUANTO TEMPO PRA DESCANSAR. CANSADO FICA UM PEDREIRO QUE TRABALHA O DIA INTEIRO CARREGANDO TIJOLO E ADVINHE: ELE TRABALHA NO DIA SEGUINTE.
 Vantagem: David Silva

Neymar X Pedro
#étoiss
Vantagem: Neymar Jr.

Atacante: Torres X Fred
Quem sou eu pra julgar?
Sempre odiei o Torres, desde a época de Atletico de Madrid, um dos jogadores mais overrated da historia. Até hoje acho que ele só tem o hype de ser metrossexual. Já o Fred... que gênio do futebol moderno. Capisake, para no meio da avenida pra xavecar, surfa lesionado e teve um affair com as gêmeas do nado-sicronizado. Bom-vivant desse jeito, tem como não gostar dele.
Vantagem: Fred.


Bem é isso, no meu placar de 6-5 pro Brasil. O que isso significa? BRACE YOURSELF porque domingo a canarinho vai tomar uma bela sacolada. Grande Abraço!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Casa sem alicerce não aguenta nem espirro.



Por Pedro Arissa.

Copa das Confederações, que época boa do ano, junho, você de férias, tranquilo bebendo sua cerveja e vendo os jogos daquelas que, supostamente, são as seleções em maior evidencia do mundo, pois são as atuais campeãs continentais de seus respectivos continentes.

Isso é tudo muito bonito, na teoria. Na prática o que temos visto nesta atual edição do torneio é nada mais do que um preparatório para a Copa do Mundo de 2014, e olha, galera (eu gosto de me referir a você mãe, leitora única do blog, como galera) há muito a ser preparar ainda, nas demais seleções nem tanto, mas no Brasil...

Vamos começar com um questionamento rápido: qual a finalidade das seleções de base?

Seleção brasileira sub-20 vice-campeão do mundial de 2009.
Você muito sagaz logo responde “para ser vir de alicerce para a seleção principal, oras”, e eu concordo plenamente, não há mesmo como dizer o contrário. Mas um dado muito peculiar me intriga: dos jogadores que disputaram os campeonatos de base, mundiais e olimpíadas, nos últimos seis anos, excluindo o mundial de 2011 e as olimpíadas de Londres em 2012, apenas 5 estão disputando a Copa das Confederações em 2013, sendo que um deles, Thiago Silva, foi convocado para as Olimpíadas de Pequim em 2008 como um dos três jogadores acima do limite de idade de 23 anos.

É claro que as seleções não são apenas compostas por jogadores que passaram pela base, até porque diversos jogadores se destacam em clubes menores com uma idade mais avançada, como o caso de Paulinho, ou nem se destacam aqui mesmo no Brasil, como Hulk e Dante, e que as deficiências que a seleção brasileira apresentou, sobretudo no jogo de hoje 26/06 contra o Uruguai passam por muito mais coisas além do que quem foi ou não convocado, mas 5 jogadores em 6 anos de trabalho é um número muito baixo.

Seleção brasileira vencedora do bronze na Olimpíadas de Pequim em 2008
Pode ser que isso se dê pela falta de conexão entre os treinadores das seleções de base e da principal, mas o que me espanta e muito é como estes jogadores ainda jovens, mesmo os que já jogam em grandes times, com estrutura de base e tudo mais, não conseguiram se desenvolver na carreira nem mesmo aqui no Brasil, e foram ganhar a vida como jogadores, mas em centro muito afastados, como o caso do Bruno Bertucci, lateral esquerdo campeão da Copa São Paulo de Futebol Jr pelo Corinthians, que hoje atua no Azerbaijão.

Agentes megalomaníacos e mentirosos, falta de estrutura familiar, psicológica, educacional entre outros muitos fatores, podem muito bem ser a razão por essa involução dos padwans do futebol, é algo que precisa de uma análise extremamente profunda por pessoal muito mais capacitado para se entender, mas uma coisa é clara, é muito difícil esperar uma mudança do cenário futebolístico tupiniquim quando aqueles jovens cujo os pés deveria guiar a evolução do futebol tem tão sério problema em se firmar em seus próprios clubes formadores.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Carta para Juvenal.



Por Pedro Arissa.

Caro Juvenal,

Posso te chamar de Jú? Acho que Juvenal é um nome muito formal pra um sujeito tão burlesco como o senhor e Juvenal me remete muito ao personagem do Antonio Fagundes, Juvenal Antena, e eu posso acabar me confundindo ao escrever e o senhor, nem ninguém, vai querer isso, não?

Aliás, posso te chamar de você?

Jú, ¿qué pasa? É saudade do Seo Marcelo? Não me leve a mal, mas não posso acreditar que tudo esteja na mais perfeita ordem com você, e eu digo isso, Jú, pensando na situação do nosso tricolor e muito também depois de ver a entrevista que você concedeu ao melhor são paulino da tv brasileira, André Plihal, no saguão do hotel onde o São Paulo se hospedou nas vésperas do jogo contra o Atlético Mineiro pela Libertadores. 

Olha, Jú, acredite quando eu digo que sei muito bem como é se sentir extremamente arrogante chapado, quando o whisky domina suas células sanguíneas e até seus glóbulos brancos ficam vermelhos, assim como seu rosto, tamanha a manguaça. Ora, Jú, mas também não faço isso no trabalho, né? Tudo bem, não é o fim do mundo, você já fez questão de alongar seu período como presidente do clube para poder justamente ter tempo hábil para corrigir os possíveis erros, não é mesmo? Bom, Jú, esse é um deles que você precisa dar um jeito nos próximos 18 meses de mandato.

Vamos falar daquilo que não há mais como corrigir, porque já foi ao ar e não sendo ruim o bastante ainda está no youtube para o deleite do brasileiro. 

Jú, eu sei que não é fácil quando bate aquela vontade de tomar um goró e você não tem outra opção a não ser cumprir com suas obrigações trabalhistas, mas poxa, custava tanto assim não dar uma entrevista olhando toda hora para o bar do hotel e dando as costas para o pobre cinegrafista que, como bom brasileiro que é, também ansiava por um drink?

E essa história de limpar o nariz em plena entrevista? Não pega legal, nem mesmo pra um jovem senhor de 81 anos que como parece o caso, já não controla muito as necessidades físicas.

Só mais uma última coisa, pois não quero me alongar demais aqui e fazer com que você perca sua soneca da tarde ou seu tão estimado happy hour de segunda-feira, mas olha Jú, você sabe muito bem que o Cuca é um cara sensível, em algum momento do seu discurso, você parou para pensar quanto ele choraria no vestiário pensando em quão maléfico foram seus dizeres?

Jú, quero saiba que só lhe desejo bem, assim como ao tricolor, então por favor, não fique magoado comigo caso minhas palavras o tenham deixado pensativo demais, tenho certeza que mais uma dose de whisky e você voltar a achar o São Paulo um clube sério.

Abraços daquele que só te quer bem,
Pedro Arissa


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

It hurts to say but...


Por Rafael Mendes

O nome dele era Rogério, nasceu no interior do Paraná e tinha como sonho ser jogador de futebol profissional. Goleiro, muitas vezes tido como um louco, Rogério sempre foi equilibrado não realizasse seu sonho provavelmente prestaria concurso para funcionário do Banco do Brasil (um abraço pro Felipão), ou faria outra coisa, bem-sucedido provavelmente seria no que escolhesse.

Rogério realizou seu sonho foi um clube grande de São Paulo, o clube que dava nome a cidade. Em 7 de setembro de 1990, Rogério começou sua própria independência. Assistiu de perto um dos maiores times da historia do país conquistar o mundo duas vezes, aprendeu com os melhores, jogava tênis com o Mestre.

Mas Rogério ainda era um coadjuvante, teve que adotar seu sobrenome por causa do zagueiro xará (Rogério Pinheiro) e quando teve a chance de ser titular, não largou mais. Sabia que precisava se esforçar em algo a mais, começou a treinar faltas e os gols começaram a surgir, virou lenda, bandeira, estandarte.
Mais de 100 gols contam a historia de como um goleiro se tornou o melhor cobrador de faltas do país, talvez no mundo em certo período, mas o maior jogo de sua carreira foi embaixo das traves. Quando o que estava em jogo era o maior, o mais desejado, Rogério honrou sua posição e por isso é o maior jogador da historia do São Paulo.

Cabeçada rasteira, cobrança de falta, chute a queima a roupa, Rogério ganhou sozinho um jogo num dia que seu time jogou mal. Ganhou um Mundial. Por isso ele é mais importante para o São Paulo que Marcos para o Palmeiras (saudações Roy Keane). Melhor goleiro é outra conversa, mas sem Rogério o São Paulo não seria o time dos anos 2000 e o Banco do Brasil lidaria melhor com a pressão.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Achei que não ia estar vivo para ver isso.

Por Pedro Arissa

Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu sou fanático por futebol, sabe que eu sei a escalação do São Paulo de 2005 em todas as suas variações, que eu idolatro jogadores non-sense como por exemplo Júnior, Fabão, vibro e vibro muito com o Ronaldão jogando o Stoichkov na pista de atletismo no mundial de 1992 e que por mais que eu possa estar errado eu acho que o Raí jogou mais que o Sócrates.

Enfim, acordei hoje 7h37 horário de brasília pra ver o jogo da final do mundial interclubes entre Corinthians e Chelsea e fiz isso porque futebol é meu esporte favorito, é o maldito esporta bretão, das massas. Eu posso ficar aqui flauteando falando como o título do Corinthians me deixou contente e eu vou estar mentindo e muito, eu xinguei o Torres por perder todos os gols que perdeu, ouvi meu prédio inteiro me xingando ao fim do jogo com o clássico "Chupa Bambi" e uma ligação ao fim do jogo do meu comparsa de blog (será? acho que não) Rafael Mendes falando sobre como esse jogo deu ódio e sobre mulheres.

Vi o jogo com minha família corintiana, coisa que eu detesto fazer e constatei que foi um jogo legal, meio mortão, Chelsea jogando mal e o Corinthians se virou como deu e foi campeão porque como disse o Guerrero "jogou pra caralho", teve méritos, conquistou um título que vai ser lembrado por muito mais tempo do que uma Sul-Americana, por exemplo, não há nada que minha inveja, confesso que é esse o sentimento, possa dizer pra diminuir a conquista do time paulistano, o que eu quero mesmo com tudo isso é registrar duas frases e minhas reações a ambas.

1ª meu irmão corinthiano adormecido ao ouvir o apito final falou 'Achei que não ia estar vivo para ver isso' e eu só consegui dizer 'Ninguém nunca achou que estaria'.

2ª meu amigo Rafael Mendes, que tem muita mágoa do Asprilla, no telefone me disse 'Você já imaginou um dia que o Corinthians seria o time mais organizado do Brasil?' e mais uma vez poucas coisas poderiam ser ditas e eu só falei 'É..não, nunca'.

Esse era só um desabafo, esse blog existe e não existe ao mesmo tempo, então eu só queria dizer isso, sem recalque, o Corinthians fez por merecer, superem isso e torçam pra seus respectivos irem bem ano que vem.

Forte Abraço.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Redenção (Cap. 1/3)



Por Pedro Arissa


"Dois babacas falando de futebol 
como se fala de amor.
E tem jeito melhor de tratar o 
esporte bretão?"
É amigos, a história se fez maior!

Essa é uma frase (não necessariamente essa, mas nesse naipe) tipicamente utilizada para explicar algumas peripécias que o futebol abusa do uso,  a melhor seleção do mundo foi a Alemanha foi batida pela seleção mais fraca da Itália, mas será que a seleção da Itália é real mais fraca?
Analisemos então os dois Onze iniciais*.

Goleiros : Neuer  é um grande goleiro, na minha opinião está entre os cinco melhores do mundo e Buffon nem precisa dizer nada né? Vou dizer assim mesmo, foi considerado pela Ranking de História e Estatística de Futebol o melhor goleiro do últimos 20 anos e assim como o alemão está entre os cinco melhores do mundo. Este que vos escreve (sim escrevo para vocês 5 leitores do blog) se tivesse que escolher escolheria Buffon para seu time, pela experiência muito maior e pelo fato de passar muita tranqüilidade para sua zaga, enquanto Neuer pode ser definido como “Maluco” algumas vezes, vide ir jogar no meio campo no fim de jogo de hoje.

Zaga : Nas laterais a Alemanha de fato se sobressai a Itália, Lahm é o melhor lateral do mundo não deve-se compará-lo a Balzaretti que não é nada ruim mas não é nenhum gênio e sua experiência na Juventus não foi das melhores, já na lateral direito dependendo da proposta de jogo Boateng e Abate se equivalem, cada um em sua posição.
No miolo de zaga temos meus dois zagueiros favoritos ultimamente (embora nunca superarão Liliam Thuram em meu coração) Hummels e Chiellini, os dois são seguros demais, embora o alemão seja um pouco (muito) mais técnico, mesmo nível. E temos também Badstuber e Barzagli, outros nada geniais, têm o mesmo nível, são jogadores pouquíssimo acima da média.
Nas comparações ficaria com Abate, Lahm, Barzagli e não saberia escolher entre Hummels e Chiellini, perguntaria ao Murtosa.

Meio : Aqui o papo sim é bom Schweinsteiger (pesquisei no Google pra escrever? Talvez) e Pirlo se equivalem, embora o italiano seja mais experiente assim como De Rossi e Khedira, só que aí o alemão é pouca coisa mais técnico.Mais frente temos Muller e Ozil contra Marchisio e Montolivo, aqui sim domínio total da Alemanha. Os alemães são jogadores bem mais decisivos, embora os italianos não deixem nada a desejar.
Para o meu time levaria : não saberia quem escolher entre Pirlo e Schweinsteiger, De Rossi, Muller e Ozil.

Ataque : Como “segundos atacantes” temos Podolski contra Cassano, os dois prometeram muito no começo de suas carreiras e pouco cumpriram, mesmo nível. Na CentroAvancia temos os Marios, sim aqueles mesmos, Mario Gomez e Mario Balotelli, o italiano é mais técnico, sai bem mais da área, já o alemão é um matador de primeira classe.
Escolhendo entre os atacantes eu ficaria com Podolski e Balotelli.

E se fosse escolher entre todo os citados meu time seria : Buffon, Abate, Barzagli e Hummels/CHiellini, Pirlo/Schweinsteiger, De Rossi, Muller, Ozil, Podolski e Balotelli.

E depois de tudo isso o que eu queria realmente dizer é : Os times são iguais, méritos da Itália que soube aproveitar suas chances, a Alemanha terá outra chance, esse time é novo demais (o mais novo da competição) e disputará ainda pelo menos com essa base mais duas Euros e duas Copas.

*Como estive trabalhando e não acompanhei o jogo todo as escalações se referem a um time hipotético, porém, que provavelmente seria escolhido por seus respectivos treinadores. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Finalmente, tutti buona gente.


Por Pedro Arissa.

Este é o post que vai reativar este blog provavelmente pelos próximos 35 segundos, mas é uma idéia que consome meu intelecto há pelo menos uns 3 meses.

A origem deste texto era falar sobre a incrível campanha da Juventus no Calcio, onde era líder invicta. Pois bem, no dia em que eu resolvi largar o vagabond way of life e escrever o presente texto – que não seria esse, se é que isso faz algum sentido – nossa querida Senhora perdera a primeira colocação para o Milan, tudo bem que recuperou-se e foi de fato campeão invicta mas a preguiça já havia tomado as rédeas da minha vida uma vez mais e era muito tarde.

Dito isso, eu precisaria de um choque ítalo-futebolístico para uma vez mais poder escrever sobre o futebol italiano e esse choque veio na presente edição da eurocopa, quando a Itália de Cesare Prandelli entrou em campo contra a Espanha de Del Bosque utilizando um esquema 3-5-2 completamente idêntico ao utilizado pela nossa Juve, mas com um brilhante De Rossi jogando de líbero e resgatando assim o meu antigo amor por este esquema.

A Itália vem renovada, se é que isso é possível de acontecer na bota já que os jogadores da terra das massas são como vinhos que envelhecem e ficam cada vez melhores, ok isso é fisicamente  impossível para atletas de alto rendimento, mas jogadores como Di Natali e como foi Del Piero até seus 35 anos conseguem manter grande nível de futebol, e assim também acontece com Pirlo que aos 33 anos fez se não a melhor temporada de sua carreira, a melhor que eu o vi fazendo, e rege a meia-cancha italiana até a semifinal da Euro onde vai enfrentar a magnífica Alemanha.

O maestro do time Pirlo em sua cobrança sensacional de pênalti.

No gol Buffon passa uma tranqüilidade absurda para a zaga que tem como base a supracitada Juventus, que foi a melhor zaga da Europa na última temporada com Barzagli (melhor fase da carreira) Bonucci que ainda é jovem e será reserva com a recuperação do Monstro Chiellini. No meio os ótimos Montolivo, Marchisio e De Rossi ajudam o trabalho de Pirlo a municiar o ataque mais polêmico do mundo composto por Cassano e Balotelli, que se não fazem o melhor campeonato de suas carreiras jogam bem, mais Balotelli do que Cassano, eu inclusive tiraria este último para colocar Di Natali em seu lugar.

Enfim, com um Gol/Zaga muito firme, um Meio-Campo de extrema qualidade, diria até que igualando o nível do meio da Espanha e um Ataque talentoso demais a Itália chega a semifinal da Euro para brigar pela classificação para a final, que é difícil de acontecer, mas eu consigo ver a Itália desbancando a Alemanha, jogo esse que eu gostaria muito que fosse a final desde o início da competição e com isso eu encerro mais um post do blog mais pseudo-pastelão do esporte mundial com mais um post com uma introdução gigante e baixo conteúdo futebolístico.


Um Abraço.